EUA: política monetária no modo déjá vu

A decisão de ontem do Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC) foi novamente um não-evento, com manutenção da taxa básica entre 0% e 0,25% a.a.. O comunicado não trouxe absolutamente nenhuma surpresa e se manteve muito próximo aos anteriores, sinalizando melhora na atividade (agora fala em recuperação do mercado de trabalho) e apontando o patamar baixo da inflação. O ponto principal foi a manutenção da frase “as condições econômicas (…) pedem patamares excepcionalmente baixos para a taxa de Fed Funds por um longo período de tempo”, o que foi novamente motivo de dissenso por parte de Thomas Hoenig. A única mudança entre os comunicados foi a supressão dos destaques para os instrumentos que provinham liquidez ao mercado, que expiraram em fins de março.

Em suma, a política monetária nos EUA vem se beneficiando de um cenário relativamente positivo, com recuperação da atividade em virtude dos fortes impulsos fiscais e monetário, sem que isso afete a inflação. Logo, um cenário de sonhos para o Fed. Como novamente apontado pelo FOMC, a eventual decisão de aperto da política é condicional aos dados, mas a atual combinação ainda não requer alta da Fed Funds. Portanto, sem novidades na decisão de ontem.

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