Avatar 2 pode ter filmagens na Amazônia brasileira

Proposta será feita ao diretor James Cameron durante o Fórum Internacional de Sustentabilidade, que acontece neste fim de semana, em Manaus.

O cineasta James Cameron será convidado a filmar partes da sequência do  blockbuster Avatar na Amazônia brasileira. A proposta partirá do governador do  Amazonas, Eduardo Braga, durante o Fórum Internacional de Sustentabilidade,  que acontece nesta sexta-feira 26 e no sábado 27, no Hotel Tropical, em Manaus  (AM).

A ideia de colocar a área brasileira da floresta à disposição do diretor surgiu após Braga tomar conhecimento de que Cameron planeja filmar a sequência de Avatar na Amazônia venezuelana. “Trazê-lo para o Fórum já foi uma ousadia. Queremos abrir as portas da nossa Amazônia e perguntar a ele: por que não aqui?”, revelou o governador, no discurso de abertura do Fórum.

Diretor dos dois filmes com as maiores bilheterias da história do cinema – o próprio Avatar e o épico Titanic, que ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em bilheterias -, Cameron fará uma apresentação especial aos convidados do Fórum na tarde do sábado 27.

Soluções Sustentáveis

Em uma concorrida palestra na manhã desta sexta-feira 26, o cientista americano Thomas Lovejoy falou sobre o desenvolvimento da ocupação humana no Amazonas. Ele apresentou estudos recentes nos quais fica evidente a relação entre a preservação da floresta e o desenvolvimento econômico.

“Quando o índice de devastação cai, o PIB da região aumenta. Precisamos levar esses dados à sério quando falamos em sustentabilidade na Amazônia”, ressaltou Lovejoy. “A importância dos temas ligados à sustentabilidade crescerá em ritmo exponencial nos próximos anos. O setor privado vai se envolver com maior intensidade na questão, e esse fórum é um grande exemplo disso”, completou, citando a presença de aproximadamente 300 empresários das maiores companhias privadas do País no fórum, segundo números divulgados pela organização.

Seguindo a linha de raciocínio de Lovejoy, o governador do Amazonas citou a Zona Franca de Manaus como exemplo de iniciativa sustentável na região. “O polo industrial gera milhares de empregos e milhões de reais em PIB, sem prejudicar a floresta”, disse Braga. “Ainda que não tenha sido concebido com essa intenção, o polo é o maior projeto de sustentabilidade deste País. Ter uma empresa no polo de Manaus é ajudar a manter a floresta em pé.”

Outro palestrante internacional, o escritor e jornalista americano Mark London, defendeu soluções com know-how brasileiro e recursos globais para a preservação da floresta. “Os Estados Unidos certamente dariam muito dinheiro para uma solução que fizesse a Coréia do Norte abrir mão de sua tecnologia nuclear, porque o uso dessa tecnologia seria catastrófica para o mundo”, afirmou. “A perda da Floresta Amazônica também seria uma catástrofe mundial. Então porque não colocar muito dinheiro na preservação da floresta?”.

Ao final do painel, Alexandre Raposo, presidente da Rede Record e único representante das empresas de comunicação na mesa que compôs o debate, assumiu publicamente um compromisso de aumentar o espaço na emissora para os temas e notícias ligados à sustentabilidade. “Vamos criar essa cultura e influenciar outros veículos a fazerem o mesmo. Os meios de comunicação têm uma visão muito capitalista. Falta criatividade, mas vamos mudar isso”, prometeu Raposo.

O principal objetivo do Fórum Internacional de Sustentabilidade é difundir mecanismos bem-sucedidos de desenvolvimento sustentável na Amazônia e demonstrar o valor econômico e ambiental da floresta para a região e o mundo.

Durante o encontro, está prevista a assinatura da Carta da Amazônia, um documento que afirma os princípios a serem seguidos por cidadãos brasileiros e da comunidade internacional com relação ao desenvolvimento da região.

*O repórter viajou a convite da organização do evento.

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