Arquivo do mês: fevereiro 2010

McCann Erickson e W/ próximas de um acordo

São intensas as negociações que podem resultar na fusão entre a McCann Erickson e a W/. Embora as empresas não confirmem oficialmente, interlocutores próximos às duas partes prevêem que um acordo possa ser concluído ainda neste mês.

Questionado pela reportagem de M&M Online, o diretor regional do McCann Worldgroup para América Latina e Caribe, Luca Lindner, disse que a informação não procede e que a McCann Erickson não está comprando a W/.

O principal combustível para a iniciativa seria a necessidade de reposicionamento das duas agências. A McCann Erickson, que já liderou o ranking brasileiro, não aparece entre as dez primeiras da lista do Ibope Monitor de 2009. Sua compra de mídia diminuiu 17,1% no ano passado, configurando-se na maior queda entre as 30 primeiras do ranking. Já a W/ ocupa a 43ª posição, com resultado 13% melhor que o de 2008 (leia mais sobre o ranking de 2009 aqui).

No início do ano passado, falando à reportagem de Meio & Mensagem sobre o futuro de sua agência, Washington Olivetto afirmou que não pretendia vender a W/, embora confirmasse assédios de grupos multinacionais. “Nos primeiros anos da W/ os assédios foram muitos, mas, depois de nossas sucessivas recusas, eles diminuíram. No ano passado (2008), fomos novamente procurados, mas nada mais aconteceu após setembro, quando o mundo parou”, disse ele na ocasião, em referência à crise global, cujos efeitos já não amedrontam tanto os investidores internacionais neste início de 2010.

Ainda falando sobre a possibilidade de venda da agência, Olivetto reconheceu que o maior empecilho para a concretização do negócio é ele próprio. Seu desejo é o de perenizar a marca W/. “Tenho 57 anos (hoje 58) e pretendo participar do cotidiano da agência até os 64 (ou seja, até 2016). Depois disso, meu sonho é o de que a marca W/ seja imortalizada. Por este motivo, estamos abertos a uma associação, mas não com venda de parte majoritária, como querem as multinacionais”, explicou ele, na época.

O desejo de Olivetto poderia ser atendido em parte pelo Grupo McCann com o uso da marca W/ no nome da nova agência que surgiria após a fusão com a McCann Erickson.

Desde janeiro de 2009, Olivetto controla sua agência sem a participação acionária de Javier Llussá e Gabriel Zellmeister, que foram sócios na W/Brasil desde julho de 1989, quando o grupo suíço GGK deixou o negócio que havia ajudado a inaugurar em julho de 1986, como W/GGK.

Antes de deixar a sociedade, Llussá e Zellmeister já haviam se afastado do dia-a-dia da W/, dedicando-se nos últimos anos aos demais negócios da holding Prax, que chegou a ter mais de dez empresas mas hoje tem atuação restrita a participações de 30% na gaúcha Escala e de 10% na Conteúdo Expresso.

Para marcar a nova fase, Olivetto tirou o “Brasil” da marca e a agência passou a usar apenas W/, adotando como “sobrenome” nas assinaturas dos anúncios as marcas de seus clientes, como, por exemplo W/Bombril, W/Grendene, W/Nestlé e W/Sadia. Para efeitos burocráticos, o nome da agência mudou em janeiro de 2009 de W/Brasil para Dablius.

No ano passado, a W/ conquistou cinco novas contas: Deca, Unimed Rio, Wizard, Azeite Borges e Cartago (Grendene). Em contrapartida, perdeu as verbas das cervejas Baden Baden, Devassa, Eisenbahn e Nobel, todas do Grupo Schincariol (transferidas para Mood e Lew’Lara\TBWA); da marca Bic (que foi para a BorghiErh/Lowe); do laboratório EMS (que seguiu para a 141 Soho Square); da empresa imobiliária MaxHaus (que passou a trabalhar com a Talent); e dos calçados Rebook  (agora na DCS).

Outras duas perdas importantes foram as do co-presidente de criação Rui Branquinho, em junho, e da diretora de mídia Gleidys Salvanha (hoje na Y&R), em agosto.

Já o escritório brasileiro da McCann Erickson amargou um duro golpe em 2009: a perda da polpuda verba do banco Santander, hoje concentrada na Talent. Por outro lado, conseguiu se manter como uma das agências da TIM, conta dividida com a Neogama/BBH.

Internamente, o ano passado foi movimentado para a equipe da McCann. O time comandado pelo presidente Fernando Mazzarolo recebeu reforços como o vice-presidente de criação Alexandre Okada (ex-Leo Burnett de Portugal); as vice-presidentes de atendimento Andrea Sanches (ex-Natura) e Julianna Rojas (ex-Mead Johnson); os diretores de criação Tales Bahu (ex-AlmapBBDO) e Fred Sartorello (ex-Lew’Lara\TBWA); o diretor de atendimento Raf Fayad (ex-Taterka), a diretora de pesquisa de mídia Carolina Buzetto (ex-F/Nazca S&S); e a diretora de mídia Silvia Restad (ex-Neogama/BBH). No mês passado, a agência trouxe de volta ao Brasil o vice-presidente de atendimento Rodrigo Perri (ex-McCann Miami) para cuidar das contas de GM e HP, em substituição a Saulo Sanchez (ex-Etco Ogilvy), que deixou a equipe no início de janeiro, menos de um ano após sua contratação.

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Abradi e IAB se unem pelo marketing digital

Entidades distintas selam acordo de cooperação, visando compartilhar assuntos e questões comum a publicidade online.

A Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) e International Advesrtising Bureau (IAB) Brasil decidiram unir esforços no sentido de fortalecer a atuação das agências e das empresas de publicidade e de marketing online.

Em uma reunião realizada em conjunto nesta quinta-feira, 25, os presidentes das duas entidades (Cesar Paz, da Abradi e Pedro Cabral, do IAB Brasil), decidiram alinhar uma agenda de atividades que prevê, sobretudo, uma troca de opiniões e de posicionamentos entre as duas grandes entidades do setor digital. A ideia é que, a partir de agora, as duas frentes caminhem na mesma direção e sejam pólos conjuntos do debate das questões e desafios do setor.

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Brasil tem os celulares mais caros do mundo

Apesar de ter conseguido reduzir tarefas, País ainda é o último do ranking que mede os custos e o acesso à telefonia.

Apesar de estar nas mãos de aproximadamente 175 milhões de brasileiros, o telefone celular ainda continua gerando problemas financeiros para a população brasileira. De acordo com o Índice de Paridade de Poder de Compra (PPP), produzido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que apura as taxas e custos do serviço de telefonia em 159 nações, o consumidor nacional paga as tarifas mais caras do planeta para fazer uso do telefone móvel.

Segundo o ranking do UIT, o Brasil a ocupa a 121ª posição na lista dos países com melhores custos de serviços. Considerando a paridade de poder de compra, o País, entretanto, fica em último lugar. Enquanto aqui o custo médio por um pacote de 25 chamadas e de 30 torpedos fica em US$ 42 por mês, esses mesmos serviços custam somente US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México.

Apesar de ter conseguido reduzir os custos aplicados na telefonia celular no último ano, o Brasil ainda não conseguiu estruturar a base de telecomunicações no mesmo nível de países da Europa e da América. Enquanto a média do pacote básico de telefonia fixa no mundo sai pelo valor de US$ 9, no Brasil, o mesmo serviço alcança o patamar de US$ 13,4.

Ainda de acordo com o relatório da UIT, os altos custos na telefonia brasileira geram um grande obstáculo à difusão ao acesso à comunicação e ao desenvolvimento das tecnologias. Apesar disso, o estudo aponta que o País vem conseguindo melhores progressivas nos custos. Nos últimos anos, a tarifa dos celulares no Brasil decresceu 25%. Já as taxas de internet banda larga caíram 52% e, as da telefonia fixa, 63%.

Com informações do Valor Econômico.

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Grupo Petrópolis amplia patrocínio ao automobilismo

Itaipava, Crystal e TNT irão investir R$ 10 milhões na Itaipava GT Brasil, na Stock Car e na Fórmula Truck durante a temporada 2010.

O Grupo Petrópolis anunciou nesta quinta-feira, 25, investimentos da ordem de R$ 10 milhões em patrocínio ao automobilismo nacional. As marcas de cerveja Itaipava e Crystal e o energético TNT estarão presente nas categorias Itaipava GT Brasil, Stock Car e Fórmula Truck. O aporte, cerca de 40% superior ao destinado à área no ano passado, inclui o patrocínio a 18 pilotos e às três categorias.

“O grupo ingressou no automobilismo há dois anos e o retorno em visibilidade das marcas foi muito forte e isso impulsionou os investimentos. Tivemos um retorno efetivo em recall das marcas. Em 2010, com o patrocínio oficial à Stock Car e à Fórmula Truck, vamos trabalhar a ativação das parcerias dentro das campanhas dos produtos”, diz Douglas Costa, gerente de marketing corporativo do grupo.

A Itaipava será a cerveja oficial da Stock Car, e terá ainda a equipe Itaipava Racing Team (com os pilotos Luciano Burti e David Muffato). Ao lado dela estará a Crystal Racing Team (dos pilotos Claudio Ricci e Constantino Jr.). A cerveja Crystal, por sua vez, será patrocinador oficial da Fórmula Truck. Além disso, a cerveja e o energético TNT patrocinarão os pilotos da equipe da Volkswagen (Felipe Giaffone, Valmir Benavides, Renato Martins e Débora Rodrigues).

Além de dar nome ao campeonato, na Itaipava GT Brasil a empresa patrocinará dez pilotos. São eles Vanuê Faria, Cleber Faria, Rafael Derani, Marcelo Sant´Anna, Pedro Queirolo, Renan Guerra, Alexandre Morsa, Carlos Burza, Marçal Melo e William Freire. Eles competirão com as marcas Itaipava, Crystal e TNT.

Ainda de acordo com Costa, depois do sucesso do patrocínio à Brawn GP na etapa do Brasil da Fórmula 1 em 2009, a empresa estuda alguma ação pontual durante o Grande Prêmio do Brasil deste ano. “A ação no ano passado nos deu um retorno absurdo. Temos várias propostas, mas nada de concreto ainda. Há possibilidade de apoiar pilotos ou equipes”, disse.

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iTunes Music Store chega a 10 bilhões de downloads

Apple registra o feito na data de aniversário de Steve Jobs. O comprador da canção número 10 bilhões ganhará US$ 10 mil para gastar na loja online.

Criticada pela indústria fonográfica em seus primórdios, a iTunes Music Store, a loja online da Apple, atingiu uma marca simbólica: dez bilhões de downloads. O feito foi registrado na tarde da quarta-feira 24, dia do aniversário de Steve Jobs.
Para celebrar, a iTunes avisa que logo anunciará o nome do comprador da canção premiada. A loja havia lançado uma promoção para chegar a esse número – a ação feita no site trazia um contador e uma mensagem que dizia “One huge milestone for music”. O usuário vencedor ganha um gift card de U$ 10 mil para adquirir mais produtos na iTunes Music Store, lançada em abril de 2003.

Ela também divulgou as músicas mais baixadas em sua história. Em primeiro lugar ficou I Gotta Feeling, do Black Eyed Peas. Em seguida, estão Poker Face (Lady Gaga), Boom Boom Pow (Black Eyed Peas), I’m Yours (Jason Mraz), Viva La Vida (Coldplay), Just Dance (Lady Gaga), Low (Flo Rida), Love Story (Taylor Swift), Bleeding Love (Leona Lewis) e Tik Tok (Kesha). Esse é o top 10. Mais dez estão disponíveis no site da loja.

Caso não conheça a canção do Black Eyed Peas que ocupa o primeiro posto, confira abaixo o vídeo da música, que se transformou também num acontecimento da web depois do flash mob que espantou a apresentadora Oprah Winfrey no ano passado.

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Caso Paris Hilton e Conar repercute nos EUA

Advertising Age destaca processos no Conar e pergunta: “Seria Paris Hilton sexy demais para o Brasil?”

A notícia de que o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu três processos contra a campanha de lançamento da Devassa Bem Loura, criada pela Mood para o Grupo Schincariol, publicada pelo M&M Online, teve repercussão internacional.

As reclamações sobre a abordagem sensual das peças estreladas pela socialite norte-americana Paris Hilton foram destaque no site do Advertising Age nesta quinta-feira, 25, que perguntou no título da matéria: “Seria Paris Hilton sexy demais para o Brasil?”.

A reportagem de Laurel Wentz, editora de internacional e multicultural do AdAge, citou a reportagem de Alexandre Zaghi Lemos e o M&M Online, ressaltando os três processos contra a campanha (clique aqui para ler – em inglês).

Até às 17h45 do horário de Brasília, já haviam sido postados 19 comentários. Alguns deles elogiaram a peça, como o de um usuário de Madri que explicou o significado de devassa para os norte-americanos. “Foi uma grande ideia, que se encaixa perfeitamente”, afirmou. Outro leitor, de Nova York, disse que o comercial é ruim. “É como um filme da Pepsi nos anos 80”, afirmou.

Sobrou até para o Brasil. Um leitor de Atlanta questionou “Quem poderia saber que os brasileiros eram tão puritanos?”. E uma da Carolina do Norte escreveu que o comercial não é nada perto do que é exibido nas novelas do horário nobre e em outros comerciais.

Para encerrar o assunto, um leitor da Philadelphia questionou quando é que a Devassa começaria a ser vendida nos Estados Unidos.

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Nike apresenta sua “camisa sustentável”

Uniforme da seleção será feito a partir de garrafas PET; ação faz parte da filosofia “Considerede Design” da marca.

Na tarde desta quinta-feira, 25, em Londres, a Nike apresentou a nova camisa número 1 da Seleção Brasileira, amarela, que será utilizado no amistoso da próxima terça-feira, 2, também na capital inglesa. “A camisa amarela da seleção é o maior ícone do mundo no futebol e merece atenção especial”, disse Tiago Pinto, diretor de marketing da multinacional.

A novidade é que o uniforme é feito de poliéster reciclado, a partir de garrafas PET. Segundo a multinacional, ao usar esse poliéster para a linha de camisas dos times que disputarão a Copa 2010, a Nike vai evitar que cerca de 13 milhões de garrafas plásticas fossem enterradas em lixões ou aterros sanitários. Oito seleções utilizarão o uniforme no Mundial: Holanda, Portugal, Estados Unidos, Coréia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Sérvia e Eslovênia.

A ação faz parte de uma filosofia da marca chamada “Considered Design”. Em sua essência, o conceito significa a redução ou eliminação de produtos tóxicos e resíduos, aumentando o uso de materiais ecológicos na produção, com a criação de produtos mais sustentáveis.

Na apresentação, também, a Nike anunciou a adesão à campanha Red, liderada pelo cantor Bono Vox, e que combate a AIDS no continente africano. “Jogadores como Ronaldo, Washington e Adriano já utilizam o cadarço vermelho da ação”, finaliza Pinto.

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