Em dia de oscilação, Bovespa fecha em leve alta; dólar sobe após 5 quedas

SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta terça-feira com leve alta, em dia de muita volatilidade. O índice Ibovespa – a principal referência da bolsa paulista – fechou aos 66.303 pontos, em alta de 0,13%. O giro financeiro foi de R$ 6,621 bilhões.

 

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O desempenho da Bovespa acompanha a trajetória instável da Bolsa de Nova York hoje. Às 18h10 (de Brasília), o índice Nasdaq caía 0,05%, enquanto o Dow Jones subia 0,15%.

Já as bolsas de valores europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, quebrando o ciclo de altas dos últimos quatros dias, influenciadas por ações de telecomunicações e de mineradoras. O índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 fechou em baixa de 0,2 por cento, em 1.010,35 pontos.

Na pontuação mínima do dia, o Ibovespa atingiu 65.706 pontos (baixa de 0,77%) e, na máxima, 66.709 pontos (alta de 0,75%). No mês, o índice acumula elevação de 7,73% e, no ano, de 76,57%.

O Ibovespa passou por uma tímida realização de lucros na maior parte da sessão, acompanhando o desempenho das Bolsas norte-americanas. Nos EUA, a agenda vazia fez com que as Bolsas tivessem um pregão morno. No fim da tarde, a melhora garantiu um pequeno ganho no fechamento da Bovespa.

Para o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, uma das razões para o sinal negativo na Bovespa ao longo da sessão é o medo dos investidores de que o governo crie novas medidas para conter a queda do dólar. “Não creio que eles adotarão alguma medida que interfira na renda variável, mas o fato é que o investidor estrangeiro não gosta dessa movimentação”, comentou.

Os rumores sobre medidas acabaram adicionando volatilidade ao mercado de ações. Muitas vezes, os investidores acabam comprando papéis no fim do pregão, já que nada foi divulgado ao longo do dia. Hoje, os papéis da Petrobras contribuíram para sustentar o Ibovespa. A ação ON da companhia avançou 1,41%, enquanto a PN subiu 0,89%, apesar do recuo do petróleo.

O setor de petróleo também foi destaque por meio da OGX, que apresentou hoje um novo relatório de recursos potenciais, elaborado pela consultoria DeGolyer & MacNaughton. De acordo com o texto, os recursos potenciais da OGX são de 6,7 bilhões de barris de óleo equivalente.

As ações da Vale, por outro lado, caíram, assim como boa parte dos papéis das siderúrgicas. Vale ON recuou 1,09% e Vale PNA caiu 0,81%.
Os papeis PN da Gerdau subiram 0,89%, enquanto as ações PN da Metalúrgica Gerdau caíram 0,52%.

Dólar

No mercado cambial, o dólar encerrou o pregão desta terça-feira em alta e acabou com uma série de cinco dias de queda. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,717 para venda, em valorização de 0,88% frente ao real. Ontem, a moeda fechou a R$ 1,702.

Na segunda à noite, fonte do Ministério da Fazenda reforçou essas perspectivas informando à Agência Estado que estão em estudo medidas para evitar que o mercado use de derivativos e operações estruturadas para driblar o pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, fala-se em possível elevação da alíquota.
“A ideia de que haverá mais controle no mercado de câmbio pega no mercado. Esse tipo de informação está afetando o fluxo, mas isso ocorre no curto prazo”, disse o gerente de operações da corretora Indusval, Alberto Félix de Oliveira Neto, defendendo que o governo pense em medidas de longo prazo, que permitam ao País conviver confortavelmente com um dólar mais baixo.

“O Brasil atrai capitais e o dólar tem tendência internacional de queda, então as medidas devem ser no sentido de fazer com que o Brasil possa conviver com um dólar de R$ 1,50 ou R$ 1,60”.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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