Aluna Expulsa da Uniban é notícia em jornais internacionais.

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A Uniban vem sendo destaque nos telejornais, nos programas de sensacionalismo, e, principalmente, nas mídias sociais, tendo seu nome incluído no trend topicsBrasil (assuntos mais comentados) do Twitter (se é que não entrará no mundial) e já figura no New York Times, no Guardian, entre outros. Já estão agendando protesto na frente da faculdade para esta segunda. No entanto, o efeito “fale mal, mas falem de mim”, às vezes, é devastador. A diretoria da Uniban só conferirá o reflexo do caso Geisy – a moça que acaba de ser expulsa por causar alvoroço ao usar uma saia curta (nem tão curta assim) no número de novas inscrições no processo seletivo e até mesmo na possível evasão de matriculados da universidade.

Conheço o universo acadêmico, portanto não posso engrossar o coro sensacionalista dos que utilizam slogans como “fábricas de diplomas”. Não é por aí. As dificuldades no ensino superior existem, inclusive no quesito administração, independente se no âmbito privado ou público. No entanto, no ensino privado, os problemas são ampliados, causados não pela estrutura ou corpo docente – há muita faculdade particular que dá show de infra-estrutura e conta com mestres e doutores excelentes, inclusive com foco no mercado, tudo reconhecido com boas notas pelo MEC-, mas pela condição educacional precária do ingressante. Sim, a maior parte dos alunos do ensino particular tem problemas sérios na base escolar. Ok, não há processo seletivo refinado por parte destas universidades, mas este é um outro assunto.

Estendi um pouco a introdução, mas volto agora ao caso Geisy. A Uniban exagerou ao expulsar a garota. Não sou nenhum libertino – tem gente que me acha quadrado em assuntos do comportamento humano. A universidade até acertou quando publicou este informe no jornal e na TV, no sentido de transparência e esclarecimento, já que o assunto se tornou público. Mas suas explicações foram extremadas, fazendo alguns lembrarem os tempos áureos da ditadura ou do AI-5. O Informe já virou piada nas mídias sociais.

Lembro-me de um porta voz da universidade aparecendo na TV com um discurso afinado, pautado pela moderação e análise comportamental digno de aplausos. Tal interlocutor protegeu discretamente a universidade, deu sinais de garantia à moça e contestou o ato dos demais colegas. Pensei: “fizeram a lição de casadireitinho”. Mais eis que de repente o caldo entorna e a direção da escola resolve publicar o informe. Não entendi.

O que levou a Uniban a mudar o discurso dado pelo porta voz? Penso que a universidade quis aproveitar o momento de exposição na mídia e usar a expulsão da moça para se redimir de erros ou fama negativa anterior. Usou a oratória da moralidade, da virtude, da ética, do compromisso com a sobriedade (não creio que ela não tenha tudo isso). Mas o tiro, aparentemente, saiu pela culatra.
A Rosana Hermann escreveu este texto sobre o caso, especificamente abordando o informe da Uniban. Vale a pena ser lido. O post conseguiu expressar uma opinião meio que universal, haja vista a quantidade de repliques que o texto recebeu.

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