Bovespa fecha com 2ª alta seguida após queda por IOF

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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo segundo dia seguido nesta quinta-feira, no terceiro pregão após a implantação da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em renda fixa e ações. Segundo dados preliminares, o principal índice do mercado, o Ibovespa, subiu 0,99%, aos 66.134 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 5,723 bilhões.

Na terça-feira, após o anúncio da medida, a bolsa paulista recuou 2,88%,n a baixa mais severa desde 22 de junho. Já na quarta o índice recuperou parte das perdas, subindo 0,28%.

Fortalecido pelas blue chips (ações de maior peso no índice), o Ibovespa sustentou alta nesta quarta-feira, de volta do fluxo internacional.

No plano corporativo internacional, resultados sólidos do terceiro trimestre de companhias como Xerox Travelers, 3M, McDonald’s e AT&T compensaram o pessimismo criado com balanços frustrantes de empresas como Bunge e eBay.

Também no front macroeconômico dos EUA, os dados positivos ganharam destaque no radar de investidores, como o índice de principais indicadores, que avançou pelo sexto mês consecutivo em setembro e atingiu o maior nível em dois anos. Isso ofuscou a notícia de aumento acima das expectativas dos novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada.

Assim, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 1,33%, novamente superando os 10 mil pontos.

Um elemento doméstico que ajudou a engrossar a tendência compradora foi a expectativa de que o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, possa convencer o governo a mudar alguns pontos da medida que instituiu a cobrança de 2% de IOF sobre investimentos de estrangeiros em ações e renda fixa.

“Tem gente achando que pode reverter algumas coisas”, disse Miguel Daoud, sócio da consultoria Global Financial Advisor, sobre o encontro do executivo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira.

A ação da bolsa subiu 1,8%, para R$ 12,74, também reagindo a um relatório do Deutsche Bank que elevou a recomendação do papel para “comprar”.

Blue chips e bancos
O dia também foi positivo para as blue chips e para bancos. No setor financeiro, Bradesco assumiu a liderança, com valorização de 2,5%, a R$ 36,91. Pouco atrás, a ação preferencial da Vale ganhou 2,3%, a R$ 41,70.

Um fator que teve peso parcialmente negativo nos negócios foi a reação à notícia de que o PIB chinês do terceiro trimestre cresceu “apenas” 8,9%, no centro das estimativas, o que frustrou os que esperavam ainda mais.

A queda nos preços das commodities metálicas acabou influenciando as ações de algumas companhias ligadas ao setor. Foi o caso de MMX, caindo 1,3%, a R$ 12,93.

O papel preferencial da Usiminas perdeu 0,4%, a R$ 51,99, depois de a companhia ter tido um resultado decepcionante no terceiro trimestre, o que levou JP Morgan, Morgan Stanley, Itaú Corretora e Link Corretora a reafirmarem recomendação de “underperform” (desempenho abaixo da média do setor) para a empresa.

No caso da Natura, o balanço trimestral recebeu avaliações distintas por parte de analistas. Na ação, que caiu 2,7%, a R$ 32,50, prevaleceu a influência de um relatório do JP Morgan, rebaixando a recomendação do papel de “overweight” (acima da média do mercado) para “neutra”.

Saiba mais
O mercado acompanha de perto o desempenho do Ibovespa porque este é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. O índice retrata o comportamento dos principais papéis negociados na bolsa. A pontuação do Ibovespa aumenta na medida em que sobe o valor das ações.

Com informações da Reuters.

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